sábado, 2 de julho de 2011

ITAMAR UM POLÍTICO DESCENTE






A morte do ex-Presidente Itamar Franco, Senador eleito por Minas Gerais em 2010 e pertencente aos quadros do PPS, coloca de luto o Brasil e todos os cidadãos que ao longo de tantos anos lutam para que o País seja reconhecido como descente, desenvolvido e capaz de dar ao povo uma qualidade de vida que seja compatível com a nossas riquezas.
            Alguns episódios me vem a memória e quero deixar registrado um que se tornou emblemático e capaz de mostrar como o Brasil precisava mudar. Trata-se de uma investida do então Governado baiano ACM,, contra o Governo de Itamar, que havia assumido a Presidência com o afastamento de Fernando Collor. O então todo poderoso e fanfarrão, naquele período, possivelmente 1993, se encontrava desgarrado a pouquíssimo tempo do Poder, pois desde o golpe de 64, passando pela Nova República com Tancredo-Sarney e depois com Collor, ele sempre esteve pendurado em cargos públicos, colocando seus aliados e dominando parte da máquina estatal. Nesse ataque, ele chegou a noticiar que possuía uma série de denúncias de corrupção contra o Governo, dando a entender que queria falar diretamente com o Presidente. A idéia era simples e já tinha dado certo antes, pois os governantes sempre pensavam em algo muito sério e capaz de desestabilizar o Estado, o que fazia com que ele, ACM, fosse recebido e tratasse da questão. Porém, além dos fatos que ele dizia possuir, ao se encontrar a sós com os presidentes, ele aproveitava para traçar seus planos, fortalecendo o seu poder com pedido de cargos, em uma verdadeira chantagem. Itamar, simples, sabendo dessa possível estratégia, marcou a audiência para receber as denúncias. Ele, o chefe político da Bahia, chegou com sua pasta debaixo do braço e as portas foram abertas pelo Presidente. Na realidade escancaradas, com a imprensa convidada a participar da  reunião e ouvir o que o Governador baiano tinha de tão grave para anunciar a nação brasileira. A montanha pariu um rato. ACM ficou perplexo com a decisão de fazer uma reunião aberta a todos os jornalistas do Planalto, com imagens sendo transmitidas diretamente. Claro que não havia nada de importante na pasta de ACM e as denúncias que ele trouxera já haviam sido feitas e as que tinham consistência estavam sendo apuradas.
            O episódio do Ministro Henrique Hargreaves, que teve uma denuncia apurada e quando provou sua inocência voltou a ocupar o cargo de ministro, mostra o quanto o Brasil vai sentir falta de Itamar e da República de Juiz de Fora. Hoje, os dois ministros mais fortes do PT, quando denunciados, deram adeus definitivamente aos cargos. Aliás, um até tentou voltar depois do episódio do zelador e da quebra de sigilo bancário, mas deu no que deu. Sobre ITAMAR FRANCO, nos resta aprender com políticos dessa magnitude, ainda que a ele sejam feitas críticas, talvez por não se enquadrar no perfil do que se convencionou aceitar como sendo político no Brasil. Que ele um dia seja respeitado pelo povo brasileiro e lhe reconheçam o valor que possuía.




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